Crônicas de Raklot

Um dia extenuante

Os aventureiros dormiam profundamente apesar de saberem dos perigos da Floresta das Aranhas. As chamas da fogueira crepitavam e Venorik, o drow, imerso no transe dos elfos parecia dormir mas estava atento aos sons da noite. O farfalhar das folhas secas entre as árvores chamou a atenção do elfo-negro e este instintivamente abriu os olhos acostumados às trevas e procurou por sinais das criaturas que cercavam o acampamento furtivamente. Venorik levantou-se lentamente e caminhou em direção a Gaultak. Despertando-o sutilmente. O gigante cinzento entendeu e começou a acordar seus companheiros um a um, enquanto o drow desaparecia entre as árvores como uma criatura feita de sombras.

Foi então que o grupo foi atacado. Um pequeno bando de goblins saltou das sombras. Dois deles, armados com pequenas bestas, dispararam setas contra Kristryd mas a anã usou seu escudo habilmente, evitando ferir-se.

O líder dos goblins invocou sua magia sinistra e uma forte luz cegou Gaultak. Dois goblins bem armados atacaram Zanne mas a barda esquivou-se com uma agilidade felina, enquanto usava sua magia para ajudar seus amigos.

Kairon lutou bravamente também e Venorik matou vários inimigos com suas silenciosas adagas.

O combate foi curto pois, os cinco aventureiros lutavam muito bem juntos. No dia seguinte, seguiram viagem, buscando marcos coincidentes com os do mapa de Zanne. No meio da tarde chegaram a um longo e profundo abismo, cortado por uma ponte de corda. Depois de contornarem um caminho de mata fechada, encontraram o início da ponte, onde um halfling sorridente os aguardava. “São 10 moedas de ouro por cabeça para usar minha ponte!”_exclamou

“Sua ponte?! Quantas moedas você vai nos pagar pela sua cabeça?”_rugiu Gaultak

“Quem é você?”_ia perguntar Kairon quando o halfling sorrindo disse:

“Se não vão pagar, nada de usar minha ponte!”

O halfling então saltou para o abismo mas uma corda amarrada na margem contrária o fez cruzar a garganta em segurança. Rindo, o “dono” da ponte começou a escalar do outro lado. O feroz Gaultak sacou um dos tridentes que carregava preso às costas e o arremessou com presteza, ferindo gravemente o halfling.

Karion então cruzou a ponte sem pensar, apenas para quase cair para a morte ao pisar numa tábua enfraquecida. Depois de alguns minutos, os aventureiros conseguiram atravessar a ponte e, uma vez do outro lado, resgataram o halfling sob protestos do mesmo.

O grupo o afujentou e Venorik, que já havia examinado as posses dele na pequena tenda ao lado da ponte, sorria enigmaticamente.

Depois do incidente, os cinco seguiram o mapa até chegar a uma ruína antiga. Segundo Zanne, essa ruína eram os restos de um antigo templo dedicado a Pelor e que agora era um lugar amaldiçoado. Por toda parte, o símbolo de Pelor foi pintado às pressas, o que Kairon reconheceu como algum tipo de ritual de proteção. Depois de um tempo investigando as ruínas, o grupo entrou pela porta principal, apenas para serem emboscados por um grupo grande de esqueletos.

Depois de uma luta complicada, os aventureiros seguiram ruína adentro até um grande salão sob a colina. Então uma sala pequena lhes chamou a atenção. Dentro dela, uma esfera de granito enorme descansava sobre arcos de metal finamente trabalhados.

Por um tempo, os aventureiros procuraram por armadilhas ou instruções a respeito da esfera mas não descobriram muita coisa. Então, o murmúrio de criaturas saídas da tumba se ouviu no corredor atrás deles e um grande grupo de zumbis os atacou. Ao mesmo tempo, dois espectros envoltos em sombras surgiram do chão.

Foi um combate difícil mas no fim, os heróis conseguiram sobrepujar seus inimigos.

Kairon e Venorik decifraram alguns botões no pedestal da esfera e ao falar o nome do deus do sol em voz alta, o tiefling clérigo conseguiu ativar a esfera que brilhou até se tornar translúcida. A imagem da pequena aldeia de Dassanter então apareceu e em seguida, a vila foi tragada por uma redoma de energía negra.

Enquanto Kairon matinha suas mãos na esfera, Venorik apertou um dos botões do altar e o tiefling desapareceu, reaparecendo dentro da imagem na esfera. Os demais aventureiros ficaram surpresos e logo imitaram o clérigo. Venorik foi o último a teletransportar-se.

Ao chegarem perto da redoma negra, os aventureiros perceberam que seria fácil atravessar. Todos o fizeram menos Kairon, que gritava indignado por ter deixado o antigo templo de Pelor antes de concluir uma busca minuciosa.

Por fim, o clérigo rendeu-se e seguiu seus companheiros.

Uma vez dentro da redoma, o grupo deparou-se com uma Dassanter tranquila, em início de noite. Ficaram surpresos ainda mais ao ver que não havia redoma alguma ao redor da aldeia e que do lado de fora ainda era dia.

Então, viram um velho moinho explodir diante de seus olhos e ouviram o grito desesperado de um homem. Logo depois, viram as pessoas e os eventos em Dassanter andando para trás, até chegar à manhã do dia anterior.

Assim, durante quase uma semana, os heróis viram o mesmo dia se repetir, com apenas algumas diferenças.

Descobriram que o dia sempre terminava com a morte de uma jovem para então tudo voltar mais uma vez no tempo. Depois de várias tentativas de salvar a jovem camponesa, os heróis decidiram procurar por mais pistas. Descobriram que um mago chamado Marek poderia ser o responsável e depois de convencerem Erin, a camponesa, a ajudá-los, encontraram o feiticeiro.

Marek estava tentando fazer um ritual para saber como Erin morreria mas foi interrompido pelos aventureiros que lutaram com ele acreditando tratar-se de um mago maligno. Infelizmente, suas ações foram em vão pois o dia repetiu-se mais duas vezes. No fim, Zanne e Kairon, tentaram falar com Marek para leva-lo a uma solução razoável. Disseram que o certo seria deixar Erin morrer pois esse era o curso natural das coisas. Então, depois de muita conversa, os heróis viram o dia repetir-se pela última vez. Ao que parecia tudo estava de volta à normalidade em Dassanter.

Os heróis seguiram até o cemitério onde viram as cinzas de Erin serem colocadas numa tumba. Os camponeses choravam a morte da menina. Ao longe, os aventureiros avistaram a figura de Marek, seguindo em frente para longe da pequena aldeia do norte.

Fim…

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O deus verde

Kairon, Kristryd, Gaultak, Zanne e Venorik estavam na taverna do velho anão Urum, em Dassanter quando um grupo de guardas portando o brasão do Conde Ormin apareceu trazendo um convite para um banquete em seu castelo. Inicialmente, os aventureiros acharam estranho serem convidados pelo nobre. Depois, movidos talvez pela curiosidade, decidiram comparecer. No castelo, onde foi servido um banquete, haviam mais seis aventureiros. Durante o jantar, o conde, um homem de seus quarenta anos de idade e aparência bastante respeitável, chamou um camponês que, um pouco intimidado pela presença de tantos mercenários, falou sobre os problemas nas minas de Forja de Ferro, uma aldeia minúscula situada ao norte. Trabalhadores estavam desaparecendo nas minas há dois meses e agora, poucos se aventuravam a extrair ferro do local. O conde então falou aos aventureiros e ofereceu um tesouro de 2000 moedas de ouro para os aventureiros que descobrissem e acabassem com o problema.

Um eladrin que estava presente pediu licença e partiu, recusando a proposta. Quatro mercenários aceitaram e um dragonborn marrom que estava ao lado deles levantou a mão confirmando que também iria ajudar. Os heróis decidiram juntar-se a eles e logo havia um grupo de onze pessoas prontas para entrar nas minas de Forja de Ferro.

Os quatro aventureiros partiram sem pedir mais detalhes ao conde, enquanto Zanne, carismática e sorridente, convenceu o senhor de Dassanter a falar mais sobre a missão. O dragonborn, que logo se apresentou como Arathon, disse que preferia ir com o grupo maior, pois suas chances de sucesso seriam igualmente maiores.

Então, depois de alguns preparativos, os seis aventureiros deixaram o castelo. Depois de um dia e meio de viagem, chegaram a Forja de Ferro onde souberam que os quatro “heróis” haviam entrado nas minas e não tinham sido vistos novamente.

Depois de descobrir mais algumas coisas, o grupo adentrou na escuridão das minas de ferro agora abandonadas. Depois de muita exploração, foram atacados por um grande grupo de kobolds. Os heróis lutaram bravamente mais uma vez e derrotaram as pequenas criaturas.

Algum tempo depois, ainda nos túneis da mina, os heróis enfrentaram gosmas e um cubo gelatinoso que por pouco não digeriu Zanne e Venorik. Esse combate foi intenso e o grupo teve que usar todas as suas habilidades e trabalho em equipe para vencer as terríveis criaturas. Horas depois, os aventureiros chegaram a uma saída que os levou até a Floresta das Aranhas. Lá, Gaultak encontrou pegadas de kobolds e sinais de luta. Essa trilha os levou diretamente a uma aldeia kobold na floresta. Os três humanos do grupo de aventureiros que deixou o castelo antes deles estavam mortos e presos no centro da aldeia.

Dezenas de guerreiros kobolds cercaram os heróis e foi Arathon quem salvou o grupo, intimidando o líder das criaturas em sua língua dracônica. Ele descobriu também que eram os kobolds que estavam sequestrando trabalhadores nas minas e usando-os em sacrifícios a um misterioso deus chamado Zarkishi.

Os kobolds deixaram que os aventureiros seguissem seu caminho e levantaram acampamento, com medo do que eles pudessem fazer.

Depois de algum tempo, os aventureiros chegaram ao “santuário” de Zarkishi. Na verdade, uma caverna que servia de covil para um jovem dragão verde. Cinco kobolds bem armados, entre eles um sacerdote do “deus verde” estavam confiantemente posicionados diante da caverna e, acima da mesma, um grande dragão verde aguardava os aventureiros com um olhar ameaçador.

O combate que se seguiu foi digno de histórias épicas. Enquanto Zarkishi atacava voando, os aventureiros se defendiam dos kobolds e demonstravam um trabalho em equipe excelente. Lutando lado a lado, Gaultak e Arathon enfrentavam os quatro guerreiros kobolds. Zanne e Kairon apoiavam o grupo entre duas grandes árvores, tentando proteger-se do dragão que, no início do combate havia ferido o tiefling gravemente.

Venorik e Kristryd lutavam bravamente a cada investida da criatura que a qualquer momento poderia agarra-los e arremessá-los contra as pedras da colina.

Os kobolds deram trabalho, principalmente seu líder, mas no fim Arathon o derrotou, na entrada da caverna. Nesse instante, Zarkishi pousou para atacar Kristryd. A guerreira anã usou um golpe de seu escudo para ferir uma das patas da criatura, fazendo-a tombar ruidosamente. Então, tomado por uma fúria implacável, Gaultak correu por toda a clareira e saltou uma longa distância, empunhando sua enorme espada de duas mãos para então cravá-la no ombro do monstro verde.

Zanne e Kairon usavam sua magia para atacar à distância, enquanto Kristryd, Venorik e Gaultak massacravam o dragão que tentava em vão ferí-los. No fim o último golpe foi do clérigo tiefling que invocou a fúria de seu deus e disparou um raio de energia divina contra o dragão verde, matando-o. Depois de um bom descanso na caverna da criatura, os heróis saíram com um bom tesouro, armas e outros itens mágicos e, claro, a carcaça da fera.

Ao chegarem às montanhas, de onde retornariam para Forja de Ferro pela mina, Gaultak avistou rastros que os levaram para uma trilha de onde puderam ver algo assombroso. Num vale no lado norte das motanhas, uma aldeia goliath havia sido queimada e, na noite, as fogueiras de um enorme exército ardiam, indicando algo maior ainda por vir… Fim…

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A Horda do Norte

Ao retornarem com as notícias do que viram nas montanhas, os heróis foram recebidos pelo Conde Ormin de Dassanter e outros três nobres. Durante horas os senhores do vale traçaram planos para preparar seu povo em caso de uma possível guerra. Mensageiros foram enviados para o sul e para Portal de Prata, a cidade dos anões.

Quando os nobres deixaram o salão do castelo, o conde falou aos aventureiros que aguardavam pacientemente. Ele pediu que se dirigissem às montanhas para investigar o exército reunido ao norte. O conde ofereceu por volta de duas mil moedas de ouro mas Zanne, a barda, logo tomou a palavra e usando habilmente seu carisma e sua eloqüência e convenceu o conde a fornecer-lhes montarias, mantimentos e um grupo de soldados que ficaria de prontidão para trazer mensagens de volta ao vale. A esposa do conde falou com Zanne depois da audiência e disse que havia tido uma visão onde os aventureiros teriam que passar por debaixo da terra. A jovem barda dividiu essa informação com seus companheiros esperando enconrar respostas mais claras que as enigmáticas palavras da condessa. No dia seguinte, os heróis seguiram para o norte numa pequena comitiva. Perto de Forja de Ferro, os enviados o conde montaram um posto avançado improvisado enquanto Gaultak guiava o grupo pelas trilhas nas montanhas. Depois de várias horas, o grupo encontrou uma trilha larga o suficiente para um bom acampamento. Porém, durante a noite, Venorik percebeu que grandes criaturas se aproximavam na escuridão. Discretamente, o drow acordou seus companheiros mas infelizmente Gaultak estava distante da fogueira preparada por Zanne. Nesse momento, três lobos enormes com presas do tamanho de espadas curtas atacaram o acampamento, comandadas por um enorme gigante da colina, empunhando uma clava e rugindo como um demônio.

O combate foi árduo mas os seis heróis conseguiram derrotar os monstros. No entanto, as montarias, assustadas pelo combate repentino, fugiram. Gaultak decidiu levar o grupo através de uma caverna antiga, evitada pelo seu povo, conhecida como o Dente do Dragão. Ao chegarem lá, os aventureiros encontraram uma caverna que mais se assemelhava à bocarra de um enorme monstro. Buscando coragem em seus corações, os seis entraram na caverna e seguiram pelos túneis obscuros. Enfrentaram aranhas gigantes e geléias ocres e no fim, depois de horas debaixo da terra, como havia previsto a condessa de Dassanter, os aventureiros deixaram as trevas da caverna e surgiram no topo de um penhasco. Era fim de tarde e o sol começava a esconder-se no horizonte. Abaixo deles, numa trila estreita, uma patrulha, indentificada por Gaultak como sendo do clã da Garra Vermelha, um grupo de orcs seguidores de Bane, o deus da conquista. Os heróis se prepararam para emboscar as criaturas que pareciam vir do enorme acampamento num vale mais abaixo. Um acampamento de mais de mil homens.

Depois de preparativos rápidos, os heróis atacaram a patrulha e um combate feroz foi travado á beira de um precipício. No final, vitoriosos, os heróis decidiram esconder os corpos dos orcs e interrogar o único deixado vivo. Zanne utilizou um ritual com a ajuda de Kairon e conseguiu entender e falar a nefasta língua dos orcs para poder questionar o prisioneiro.

O grupo ficou sabendo que esses orcs pretendiam encontrar-se com hobgoblins nas montanhas e depois de esgotarem a fonte de informações, Gaultak decidiu dar uma morte honrosa para o orc. Ele ofereceu-lhe a espada de Arathon e lutou com ele rapidamente, matando-o em poucos golpes de sua espada. Venorik, a pedido do grupo,desceu pela trilha nas montanhas, em direção ao acapamento. Suas incríveis habilidades de furtividade lhe garantiram passagem segura pelas sentinelas orcs. O drow viu centenas de orcs e, num determinado momento, viu uma briga entre um goblin e um enorme orc. O pequeno goblin foi mais do que eficiente em despachar o orc com apenas um golpe, o que deixou Venorik boquiaberto.

O drow conseguiu chegar até uma grande tenda onde viu os generais da horda dicutindo seus planos de batalha. Um orc, líder das várias tribos reunídas ali esbravejava contra o mesmo goblin visto do lado de fora por Venorik. Um enorme dragonborn alado parecia liderar a mesa enquanto um úico humano, vestindo mantos negros e símolos necromânticos sorria malignamente. O humano usou alguma magia e a imagem de uma drow belíssima se formou diante dos olhos de todos. Venorik descobriu muitas coisas em sua corajosa incursão, retornando algumas horas depois até seus amigos, acampados montanha acima.

Depois de ouvirem o relato do drow, os aventureiros decidiram ir até o posto avançado do vale, deixado por eles perto de Forja e Ferro. No caminho, viram um exército hobgoblin avançar para encotrar o acamamento orc. No dia seguinte, os heróis entraram em contato com o posto avançado e em seguida, depois de muito discutir o assunto, rumaram para Portal de Prata, nua tentativa de coseguir a ajuda dos anões pois afinal, em três dias a horda estaria já no vale de Dassanter.

Dois dias de caminha levaram os aventureiros até as enormes portas reluzentes da cidade anã. O portão estava fechado e, pelo conhecimento de Kristryd, isso só poderia significar que os anões estavam isolando-se do mundo exterior para não envolver-se numapossível guerra. O grupo procurou pelas portas secretas dos anões, com a intenção de entrar na cidade e pedir ajuda. Porém, Kristryd adiantou que somente ela poderia entrar, pois a lei anã não permitiamembros de outras raças dentro das muralhas da cidade. Foi então que, seguindo uma pista de Gaultak, os aventureiros se encontraram com uma patrulha orc bem armada e descansada. O combate foi um dos mais difíceis que eles já enfrentaram pois os orcs lutavam coordenadamente e movidos pelo ódio de Grummsh, seu deus de um olho só.

Golpes e mais golpes ressoaram pelas montanhas, até que o grito mortal do último dos orcs se fez ouvir, quando Kristryd esmagou seu peito com seu poderoso martelo. Venorik encontrou uma das portas secretas da cidade mas foi interrompido antes de poder abrí-la, por um grupo de quinze anões extremamente bem equipados. Os heróis dicsutiram com os anões mas apenas Kristryd pôde entrar a cidade. Depois de muito tentar a anã conseguiu marcar uma audiência com o rei dos anões para dois dias depois. Dentro de Portal de Prata, Kristryd viu que os anões estavam enfrentando ataques diários em suas fronteiras subterrâneas. Os ataques vinham de um grande exército drow reforçado por mortos-vivos.

Quando a anã contou ao seu grupo que somente poderia falar com o rei em dois dias, os aventureiros decidiram descer a montanha em direção à Floresta das Aranhas, para enfrentar a horda goblin que eles sabiam estar ali, aguardando as ordens da temível drow que Venorik vira numa imagem mágica dentro da tenda dos líderes da horda.

No fim do dia, os heróis olharam para baixo e viram o belo vale de Dassanter, pacífico e intocado e souberam que o tempo estava contra eles pois logo a enorme horda do norte traria morte e destruição…

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De Volta ao Salão Escarlate

“Eu achei um arco tão bom mas tão carooo!” choramingou Zanne diante de seus companheiros que aproveitavam uma boa refeição na taverna de Dassanter, a aldeia às margens do Esperança.

Nenhum deles pareceu importar-se com a indireta lançada pela barda que, contrariada, sentou-se à mesa. Ninguém falava nada e todos pareciam preocupados com o que fariam a seguir: entrar na Floresta das Aranhas novamente e enfrentar os goblins aliados à horda do norte. Nesse instante, um homem entrou na taverna, indo até o balcão. Era um homem alto e forte vestindo peles cinzentas e carregando armas na cintura. Ele tinha os cabelos raspados nas laterais e um olhar selvagem. O bárbaro parecia estar discutindo com o taverneiro e Zanne levantou-se para ouvir de perto a conversa.
_“Eu sabia que ninguém em Dassanter ia mover um dedo para impedir isso! Enquanto vocês bebem e comem aqui, eles estão cada vez mais perto!”_Disse o bárbaro.
_“Mas amigo, se não conseguiu falar com o prefeito, talvez deva tentar o barão.”_respondeu o taverneiro um tanto assustado com os modos do outro.
_“Eu não vou ficar de braços cruzados enquanto vocês não fazem nada!”_Esbravejou. Em seguida cuspiu no chão e virou-se para deixar a taverna.

Zanne estava no balcão, com uma caneca na mão, que usou como desculpa para aproximar-se. Foi então que a voz trovejante de Gaultak se ouviu na taverna.
_“Ei, esquentadinho. Venha até aqui”.
O bárbaro coçou a barba mal feita e se aproximou dos aventureiros.
_“O barão sabe da horda pois nós já o avisamos.”_disse o goliath.
_“Estamos falando da mesma coisa?”_respondeu rispido o humano.
_“Orcs ao norte do vale?”
_“Não…goblins. Uma horda de goblins na Floresta das Aranhas.”_disse o bárbaro encarando Gaultak. _“Ninguém aqui tem coragem de enfrentá-los e ninguém evacuou esta aldeia ou as demais. Logo eles estarão aqui e não vai sobrar ninguém vivo.”
_“Ninguém? Se você planeja atacar os goblins, conte conosco.”_disse Gaultak levantando-se.
_“Até que enfim alguém com coragem. Me encontrem na balsa no fim da tarde. Atravessaremos o rio e iremos para a Floresta das Aranhas.”

Gaultak concordou com um gesto rápido em sentou-se novamente. O bárbaro virou-se e deixou a taverna. Em sua saída, Zanne lançou-lhe um sorriso que foi respondido com outro. A barda aproximou-se de seus amigos e disse com voz de choro:
_“Eu já lhes disse que encontrei um arco muito bom mas muuuito caro?”

Resmungando, Kristryd pegou algumas moedas em sua bolsa e foi seguida pelos demais. Minutos depois Zanne sorria como uma criança com seu novo brinquedo mágico. Gaultak aproveitou para comprar um cavalo de batalha, algo que ele vinha pensando em fazer há tempos e depois que todos estavam devidamente equipados, o grupo foi até a balsa para atravessar o rio. O bárbaro humano estava lá e se apresentou. Seu nome era Corbin.

Os sete aventureiros atravessaram o esperança uma vez mais e depois de muito argumentar, decidiram viajar até anoitecer, apesar de Corbin dizer que preferia viajar sempre à noite. Depois de muitas horas de caminhada pela lúgubre floresta antiga, Corbin guiou o grupo até uma caverna, usada por ele muitas vezes como base para seus ataques furtivos contra as forças goblins. Ele os deixou lá e partiu noite adentro sem dizer uma única palavra.

Venorik subiu até o topo deu uma enorme árvore pois assim teria uma vista privilegiada para proteger o acampamento. Kristryd, Arathon, Gaultak e Kairon foram dormir dentro da caverna, enquanto Zanne brincava com seu arco mágico na entrada. Horas depois, quando todos haviam adormecido por completo, Venorik avistou vultos na noite. Era uma patrulha goblin.

“Zanne…Zanne…”_sussurou o drow.“Zanne acorde. Goblins na floresta. Chame os demais.”

A barda despertou e concordou assustada, tentando ver algo na escuridão completa da floresta. Ela acordou os demais e em poucos minutos o grupo estava na entrada da caverna. Arathon urrou uma praga em dracônico e sua espada irrompeu em chamas e então os aventureiros conseguiram enxergar os goblins entre as grandes árvores. Arathon, Gaultak, Kairon e Kristryd atacaram com ferocidade, enquanto Zanne lançava flechas com uma precisão fantástica. Venorik saltava de galho em galho usando sua incrível agilidade e suas adagas voavam cortando as trevas do lugar e atingindo os inimigos. O combate porém não foi fácil como os heróis esperavam e em vários momentos tiveram problemas com os goblins.

Depois de uma luta árdua, seis goblins jaziam sobre o chão da Floresta das Aranhas. Os aventureiros estavam bem mas haviam sido pegos de surpresa pois todos eles subestimavam a raça dos goblins e essa pequena patrulha havia dado mais trabalho do que o normal. Entre os pertences dos goblins, Zanne encontrou um mapa mágico e Gaultak um pequeno crânio mágico capaz de apagar as luzes ao seu redor. Logicamente, Venorik ficou com esse item mágico.

Depois de uma boa noite de sono, os aventureiros foram surpreendidos por Corbin, que fez com que se apressassem para seguir viagem. Durante cinco dias desviando do caminho de patrulhas goblins e outros perigos, os sete chegaram ao abismo que cortava a floresta. Corbin arremessou um arpéu com uma corda resistente que prendeu a uma árvore. Venorik caminhou por cima da corda com habilidade e Kairon atravessou facilmente, seguido por Zanne. Quando Kristryd tentou atravessar, a corda presa em sua cintura se rompeu e a anã despencou desesperadamente. Os outros, atônitos, não sabiam o que fazer quando viram sua amiga caída, muitos e muitos metros abaixo. A queda poderia ter matado Kristryd mas a jovem anã conseguiu levantar-se e ficar de pé, apesar de sentir uma dor terrível na perna direita e nos dedos da mão esquerda. Gaultak desceu usando uma corda e levou sua amiga de volta para cima. A perna direita dela estava quebrada e o goliath decidiu colocá-la sobre seu enorme cavalo de batalha, o qual Kristryd apelidou de “miudinho”.

“Não podemos prosseguir assim. Vamos seguir para o norte e atravessar pela ponte de corda que nos levou até o templo em ruínas.” Disse Gaultak.
_“Lá poderemos esperar que Kristryd se cure e só então seguiremos até o acampamento goblin.

Corbin relutou em seguir para o norte mas como o resto do grupo concordava com o goliath, ele apenas caminhou seguindo o abismo. Horas depois os aventureiros chegaram à velha ponte de corda que haviam atravessado semanas antes. Decidiram acampar pois era bem tarde. Enquanto comiam perto da fogueira, Zanne se aproximou de Corbin e começou a perguntar sobre seu passado. O bárbaro, encantado pelo sorriso da barda falou algumas coisas a respeito de seu antigo grupo de amigos.

_“E você…a única humana nessa bando?”_perguntou Corbin sorrindo
_“Todos aqui são únicos. O único tiefling, a única anã, o único drow, o único dragonborn e o único goliath.”_Interrompeu Gaultak.

Corbin olhou fixamente para o goliath enquanto Zanne levantava-se contrariada, indo sentar-se longe da fogueira resmungando alguma coisa parecida com “intrometido…”.

_“Conheci um de sua raça Gaultak. Chamavam-no de Quebra-Pescoços. Ele morreu, irônicamente, com o pescoço quebrado.” _Disse Corbin.
_“Minha raça não vive muito. Somos guerreiros.”_respondeu Gaultak
_“É…ele morreu numa arena em Kelt. No Fosso.”

Venorik sorriu por ter reconhecido Corbin e disse:
“Você fez um bom trabalho naquela noite Corbin. O Goliath morreu rápido.”

Corbin sorriu olhando para Gaultak e recolheu-se entre as peles usadas como capa para dormir.

No dia seguinte, Gaultak exibiu grande destreza, guiando seu cavalo na direção do abismo e saltando sobre ele para pousar pesadamente do outro lado. Os demais, inspirados pelo otimismo do goliath atravessaram a ponte de corda orientados por Kairon.
Uma hora depois os heróis chegaram perto da colina onde as ruínas do Templo Escarlate descansavam. Venorik, que ia na frente, voltou assustado. Chamou Gaultak e Kairon e juntos foram até um lugar seguro para ver a entrada do templo.

Dezenas de mortos-vivos, agora livres, vagavam ao redor do templo, carregando caixas enorme para dentro da estrutura. Em seguida, um portal escuro abriu-se diante da ruína e um batalhão drow saiu por ele, entrando no templo enquanto o portal se fechava.

_“Não podemos com eles.”_Disse Venorik.
_“Podemos. E temos que acabar com eles pouco a pouco, na floresta.”_Disse Gaultak
_“Concordo. Temos que retomar o templo de Pelor antes que seja tarde. A luz de Pelor estará do nosso lado e não seremos atingidos pelos servos das trevas!”_Disse o tiefling decidido.

Depois de discutirem com o resto do grupo, os heróis decidiram ficar na floresta e retomar o templo. Eles encontraram uma pequena caverna que decidiram usar como refúgio até decidirem como iriam enfrentar os drows e os mortos-vivos. Na caverna, Zanne e Gaultak encontraram os restos de algum aventureiro, morto há muito tempo. Além de um pequeno tesouro, eles perceberam que a armadura, uma cota de malha, estava intacta. Kairon pegou a armadura para examiná-la de perto e então algo inesperado aconteceu.

A armadura brilhou, ofuscando a visão dos aventureiros. Em seguida, se desfez e seu brilho tomou conta da armadura do próprio Kairon. Energias mágicas desconhecidas transformaram sua velha cota de malha, dando-lhe um ar imponente, grandioso. Os símbolos e o estilo da armadura fizeram Zanne lembrar de uma velha lenda a respeito de um antigo herói que morreu protegendo sua vila de um perigo muito maior que ele. Segundo a lenda, a cota invulnerável de Arnd decidiu proteger outros heróis em potencial e agora, ela estava com Kairon, o clérigo tiefling de Pelor. Pasmos ao ouvir o relato de Zanne, os heróis admiraram a beleza e grandiosidade da armadura dourada enquanto Kairon não conseguía acreditar no que seus olhos lhe mostravam.

A maré estava prestes a mudar e havia esperança novamente nos corações dos seis aventureiros…

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Luz e Trevas

Venorik aguardava escondido no alto de uma das enormes árvores da Floresta das Aranhas. Envolto nas sombras de seu manto negro, apenas alguns fios de seus longos cabelos brancos podiam ser vistos por Zanne, que se escondia entre os galhos de uma árvore em frente. Abaixo, Kristryd, que agora mancava graças a uma perna quebrada, tentava esconder-se atrás de um tronco. Kairon se esgueirava atrás de alguns arbustos, entre dois carvalhos. Gaultak montava seu cavalo de batalha e se mantinha em silêncio um pouco mais afastado, pronto para impelir sua montaria contra os inimigos.

Subitamente, Arathon apareceu correndo por entre as árvores, espada presa às costas e fazendo de tudo para alcançar o local da emboscada o mais rápido possível. Virotes envenenados cortavam o ar tentando atingí-lo e três elfos negros vinham atrás. Quando o dragonborn passou pelas árvores onde estavam Venorik e Zanne, virou-se e sacou sua espada que brilhou em chamas. Venorik arremessou sua adaga e atingiu a líder da patrulha, uma mulher drow que vinha na frente. A adaga voltou rapidamente para a mão dele, graças às suas propriedades mágicas. Zanne disparou seu arco mas a flecha partiu-se contra a cota de malha escura da drow. Gaultak apareceu e lançou-se contra os elfos negros, atingindo um deles no ombro. O combate foi rápido e o último drow lutava com ferocidade. Então, Arathon urrou:

_“Renda-se! Renda-se agora drow!”

O drow, sem escolha, soltou sua espada e caiu sobre os joelhos, mãos levantadas. Venorik agarrou o inimigo e, colocando a adaga em suas costas sussurrou algo na língua do subterrâneo. O drow encarou Venorik mas em seguida abaixou a cabeça, enquanto Gaultak o amarrava.

_“Muito bem.”_disse Kairon.
_“Agora fale o que queremos saber. Por que motivo vocês estão aqui? Quem lidera os drows no templo de Pelor? O que há nas caixas que levaram para dentro do templo?”

O guerreiro drow sorriu e cuspiu sangue contra o rosto do tiefling. Venorik, Gaultak e Arathon olharam enquanto Kairon se afastou.

_“Você prefere falar com meus amigos então. Eu tentei ser razoável.”_disse o tiefling enquanto chamava Zanne e Kristryd para voltarem à caverna onde estavam refugiando-se. Kairon olhou para Gaultak e seguiu com as duas para o norte.

Arathon sorriu e Gaultak fez menção a interrogar o drow mas Venorik o interrompeu dizendo:

_“Deixe ele comigo.”

Venorik se afastou levando o drow consigo e depois de uma conversa na língua do subterrâneo, cortou-lhe a garganta com a espada. Ao voltar até seus companheiros, não demonstrava remorso e em poucas palavras, contou-lhes que os drows haviam deixado o Salão Escarlate pois haviam encontrado o que queriam.

Os três se reecontraram com Kristryd, Zanne e Kairon e o grupo decidiu investigar as velhas ruínas do templo de Pelor. Venorik vestiu-se com uma cota de malha roubada dos drows mortos e aproximou-se furtivamente das ruínas, onde viu um grupo de quatro esqueletos guardando entrada. Não havia nenhum vestígio do pelotão drow visto pelos heróis na noite anterior. Venorik voltou até os demais e assim que terminou de relatar o que vira, Kairon, tomado por uma coragem extraordinária, correu abertamente em direção à entrada do templo. Gritando o nome de Pelor, o clérigo atacou sem pensar, para a surpresa de seus amigos que observavam de longe sem saber o que fazer.

Os quatro esqueletos atacaram Kairon e em seguida mais cinco surgiram, vindos do interior da ruína. Em segundos, Kairon estava cercado por esqueletos escuros, com espadas amarradas num punho farpas de osso no outro. Os monstros cortavam sua pele e o atingiam por todos os lados e então algo aconteceu…

_“PELOR!!!”_gritou ele.

O símbolo sagrado do deus do sol brilhou em sua mão direita e uma explosão radiante arremessou vários dos esqueletos para todos os lados. Ainda brilhando devido ao poder divino canalizado por ele, Kairon virou-se na direção dos esqueletos e gritou mais uma vez o nome de seu deus.

Então, seus companheiros atacaram e a batalha foi digna de uma canção. Kairon e os demais lutavam como heróis lendários e o brilho nos olhos do tiefling mostrava sua satisfação em estar combatendo sem pensar, movido apenas pela coragem e por um ideal maior.

Enquanto descansavam após o combate, a terra foi sacudida por algo como uma explosão, dentro das ruínas. Rapidamente, os heróis entraram ruína adentro.

Depois de enfrentarem mais esqueletos, os aventureiros chegaram ao salão principal do tempo, onde viram um grupo bizarro cercando o altar antes dedicado a Pelor. Sobre ele, o necromante visto por Venorik na tenda do líder da horda do norte passava por uma transformação terrível. Sua pele secava, enquanto a carne de seu corpo parecia desfazer-se. Em segundos, o humano tornou-se uma criatura morta-viva, com luzes vermelhas no lugar dos olhos e uma gargalhada insana. Dois drows e quatro esqueletos como os da entrada aguardavam ao redor do altar. Nesse instante, Venorik lançou sua adaga, ferindo a perna de um drow armado com duas espadas. O necromante, agora um lich, virou-se na direção de Venorik e, falando com o drow ferido disse:

_“Marovik seu idiota. Destrua esses intrometidos.”_Gargalhando, o lich desapareceu instantaneamente.

_“Certamente…”_resmungou o drow enquanto ficava de pé com dificuldade.

_“Pelor! Leva tua luz às trevas e ajuda-me a livrar tua casa destas criaturas infernais!”_gritou Kairon ao entrar no grande salão, seguido por Gaultak, Kristryd, Arathon e Zanne.

Uma luz saiu de sua maça, atingindo Marovik em cheio, queimando sua pele. Kairon atacou novamente, disparando uma rajada de luz divina que feriu gravemente o drow.

Graças ao trabalho em equipe e a determinação dos heróis, os esqueletos e os drows foram derrotados. Mesmo lutando bem, os heróis se feriram bastante e Kristryd foi derrubada, caindo inconsciente. Graças a Arathon, que usou uma poção de cura, a anã sobreviveu.

No fim do combate, enquanto os heróis revistavam os drows, Kairon correu até a câmara onde ficava a esfera de teletransporte do templo. Porém, a enorme esfera de pedra havia sido levada, possivelmente pelos drows. Os heróis haviam lutado para manter a esfera no templo e usá-la para ajudar o vale de Dassanter mas agora isso seria impossível.

Mesmo assim, eles não perderam a esperança. Zanne, impressionada pela fé e pela bravura de Kairon, comentou várias vezes que Pelor estava com deles e que a luz iria destruir as trevas…

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O Mestre dos Espelhos

Ainda era cedo quando Gaultak, Kayron, Kristryd, Venorik, Zanne e Arathon saíram das ruínas do templo de Pelor após derrotar os drows e mortos-vivos deixados pelo misterioso necromante. Kayron ainda enxugava as lágrimas derramadas por acreditar que fracassara em seu objetivo de reaver a esfera de teleporte do templo e era consolado por Zanne.

Os aventureiros foram até a entrada das ruínas e decidiram descansar ali. Zanne ficou perto da porta, tocando uma suave melodia com seu alaúde enquanto o enorme cavalo de batalha de Gaultak pastava tranquilamente no gramado da pequena colina onde os restos do templo apareciam em meio à vegetação.

Subitamente, o som de risos joviais atraiu a atenção da barda que se levantou e deu alguns passos para longe da entrada do templo. Na floresta, entre as grandes árvores, um par de figuras apareceu. Eram um homem e uma mulher extremamente belos, com um olhar assustadoramente doce, traços finos e orelhas pontiagudas. Seus cabelos eram castanhos e adornados por flores e folhas verdes ainda, apesar do outono. Estavam completamente nus e se beijavam e riam alegremente enquanto olhavam para Zanne. A barda, sem conseguir conter sua curiosidade, seguiu até a floresta mas não sem antes avisar Venorik. Zanne entrou na mata, ainda conseguindo ver de relance as belas criaturas que saltavam, corriam e brincavam alegremente. A mulher sorria para Zanne e a chamava sorrindo, convidando-a a participar da estranha dança entre as árvores. A barda continuou seguindo as criaturas sem saber que seu amigo, o drow Venorik, a seguia furtivamente. Depois de um tempo, percebendo que o casal da floresta a estava afastando do acampamento, Zanne deu meia volta e preparava-se para retornar quando ouviu a mulher gritar assustadoramente. Virou-se e não conseguiu ver nenhum dos dois então gritou por ajuda e em poucos minutos todos os heróis estavam perto dela.

O grupo correu até uma pequena clareira onde o casal aguardava dentro de uma pequena lagoa rasa. Atrás deles, uma caverna irradiava uma extranha luz azulada. Gaultak ia falar com as criaturas quando elas gritaram com uma voz inumana e mudaram de forma. Agora, o belo casal estava totalmente transfigurado. Sua pele parecia feita de madeira e seus rostos eram escuros e sem a mesma forma delicada de antes. Pareciam plantas humanóides. Atrás da lagoa, uma enorme pilha de galhos e folhas levantou-se e uma criatura disforme, feita de vegetação avançou para atacar os aventureiros. A cada golpe, o monstro soltava descargas eletricas que castigavam Arathon e seus companheiros. Porém, graças ao trabalho em equipe, as dríades e o monstro feito de plantas foram derrotados.

O grupo então decidiu entrar e explorar a caverna e para sua surpresa encontraram um pequeno poço cavado na pedra. Sua água era límpida mas emanava a extranha luz que eles haviam visto. Arathon, sem pensar duas vezes, bebeu da água e sentiu-se revigorado. Sobre o poço, a uma certa altura do chão, uma enorme espada reluzente pairava no ar. O jovem e impulsivo dragonborn não esperou nem dois minutos e resolveu tocar a espada, desaparecendo intantaneamente. Os demais heróis fizeram o mesmo, esperando encontrar seu companheiro e logo o grupo todo estava dentro de uma sala feita de pedras grandes e azuis. Não havia nenhum tipo de janela e a única porta, um portal duplo feito de um metal azulado e desconhecido mostrava um guerreiro com armadura e elmos completos. Venorik pensou que talvez pudesse abrir a fechadura mas nesse instante os olhos do guardião brilharam e ele falou dentro das mentes dos heróis.

“Quem me faz não me quer. Quem me compra não precisa de mim. Quem me recebe nem ao menos se importa”.

Depois de uma longa discussão, Kristryd falou baixo e depois aumentou o tom de voz para se fazer ouvir: “é um caixão!”

Os olhos da estátua brilharam e a porta de metal se abriu. Os aventureiros estavam agora dentro de uma sala vermelha onde duas portas se erguiam diante deles. A primeira, vermelha, hostantava um demônio feito de metal. A segunda passava delicadeza, com um anjo olhando para os céus.

Gaultak, Venorik e Arathon foram até a porta com o demônio entalhado e ao tocá-la ouviu-se novamente a voz: “Tenho rios sem água, montanhas sem rocha, florestas sem árvores e aldeias sem choças.”

Rapidamente Gaultak lembrou-se dessa charada e disse: “um mapa!”

A porta se abriu com um estalo e dianbte deles havia um altar com uma longa espada de duas mãos, feia e mal feita mas que parecia ser uma arma fantástica. Os heróis então foram até a porta do anjo e de subito a porta falou com eles de novo: “O que devo colocar em um barril para deixá-lo mais leve?”

Depois de muito pensar, Venorik tentou. “Um furo!” Sua resposta estava correnta e a porta se abriu. Os heróis entraram num grande salão com colunas verdes, cujas paredes estavam repletas de espelhos. No centro do salão havia um trono de jade e sobre ele uma criatura extrenha olhava para os heróis.

“Que bom que sobreviveram às minhas armadilhas, Fico feliz!”

“Quem é você? perguntou Zanne. A criatura apenas riu e disse que todos seriam poupados, desde perdessem o combate cotnra ele. Subitamente, as imagens dos heróis refletidas pelos inúmros espelhos ganharam vida e atacaram.

O Mestre dos Espelhos era uma criatura poderosa que desejava apenas divertir-se criando labirintos e testes para os incautos. Sua maior criação, o salão dos espelhos era sua mais mortal armadilha pois as cópias dos heróis eram praticamente imbatíveis, uma vez que, quando eram atingidas pelos golpes dos originais, não pareciam sentir dor alguma e os ferimentos apareciam na própria carne de Gaultak e seus companheiros. A batalha estava quase perdida quando os heróis perceberam que, quando Kayron caiu inconsciente, sua cópia desapareceu. Então, Gaultak atacou seus próprios amigos com a espada, tomando cuidado para atingí-los com a parte chata da lâmina. Venorik caiu facilmente e Arathon foi derrotado pela cópia de Kristryd. No fim, apenas Zanne estava de pé. A barda curou Kayron e ambos enfrentaram suas cópias.

Porém, os dois perceberam o real poder das cópias geradas pelo Mestre dos Espelhos e então, num excelente trabalho em equipe, a barda e o clérigo atacaram suas cópias. Zanne disparava seu arco contra o falso Kayron, enquanto o tiefling lançava o poder de Pelor contra a falsa Zanne. Em pouco tempo, os dois derrotaram suas cópias da forma como deveriam ter feito desde o início.

O Mestre dos Espelhos, atônito, encarou a dupla por alguns instantes e logo começou a rir novamente.

“Excelente!”_ gritou com sua voz esganiçada _“Vocês são ótimos! Que divertido!”

Kayron e Zanne, que agora dava uma poção de cura a Arathon não conseguiam aceitar que a terrivel batalha fora apenas um teste, uma brincadeira feita por uma criatura poderosa. Depois de muito dialogar com o Mestre dos Espelhos, os heróis receberam uma armadura e manoplas mágicas além de uma bolsa com poderes místicos. A criatura abriu um portal diante deles e ordenou que o deixassem em paz e que levassem seus amigos caidos.

Eles tentaram argumentar mas foram logo dispensados. A criatura mostrou no portal diversos lugares e entre eles Dassanter, a pequena vila junto ao rio, em chamas. Zanne insistiu que o portal os levasse de volta à Floresta das Aranhas onde o cavalo de Gaultak esperava e logo os heróis entraram no portal, sendo observados pela bizarra criatura que os aprisionara.

Ao chegarem à clareira na floresta, Kristryd, Gaultak e Venorik despertaram. O grupo estava bem e Kayron tratou seus ferimentos rapidamente. Eles decidiram acampar e pensar no que fariam a seguir…

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A Batalha de Dassanter

Já era noite quando os heróis chegaram à orla da Floresta das Aranhas. A travessia pela escuridão havia sido tranquila em sua maior parte, talvez devido à canção entoada por Zanne, a barda, ou quem sabe fosse apenas a sorte, que sorria para Kayron, Gaultak, Arathon, Kristryd, Zanne e Venorik. Era possível vislumbrar parcialmente a lua, que brilhava alta sobre a copa das enormes árvores da antiga floresta. Venorik, que ia à frente, foi o primeiro a perceber a fogueira às margens do rio. Fazendo sinal para que os demais ficassem em silêncio, o drow avançou entre as sombras e de um lugar seguro perscrutou o acampamento sobre o cascalho perto das águas calmas.

Ao redor de uma pequena fogueira, cinco orcs comiam e falavam com em sua língua. Um sexto orc vigiava de pé, ao lado do acampamento. Na margem oposta, a aldeia de Dassanter ainda emanava fumaça dos incêndios causados pelos invasores. Além disso, muitas tendas se espalhavam pelo lugar e orcs, goblins e ogros perambulavam carregando armamentos e víveres. Os dois grandes exércitos se haviam fundido e formavam uma horda vasta, de mais de mil criaturas.

Venorik voltou furtivamente até seus amigos e explicou o que havia visto. Por alguns minutos, os heróis argumentaram para decidir o que fazer. Por fim, decidiram atacar os vigias de forma rápida para que a horda não avistasse o combate. Zanne e Kayron ficaram perto das árvores, usando os troncos como cobertura. Gaultak montou seu cavalo de batalha e se preparou para atacar. Kristryd ficou ao lado de Zanne e disse a Arathon que protegesse Kayron. Enquanto isso, uma sombra rastejava pelo cascalho, na direção dos orcs.

Usando as sombras e habiliade, Venorik esgueirou-se até os orcs, ficando a poucos passos deles sem ser visto, camuflado pelas sombras entre duas pedras. O drow esperou o melhor momento e então rolou para frente e agilmente ficou de pé. As braçadeiras de adagas infinitas brilharam em seus braços e seis adagas mágicas apareceram em suas mãos. Venorik arremessou as adagas e as lâminas atingiram os seis orcs, fazendo-os recuar cegos pelo ataque surpresa. Dois deles tentavam limpar o sangue que cobria seus olhos depois que as adagas cortaram suas testas. Nesse instante, Kristryd arremessou seu martelo de guerra contra o líder do bando, um orc grande com apenas um olho. O martelo atingiu em cheio o inimigo e logo reapareceu na mão direita da anã. Zanne disparou seu arco com habilidade e Arathon avançou empunhando sua espada, enquanto Kayron lançava raios de luz solar contra os orcs. Gaultak cavalgou pelo cascalho e atingiu um dos orcs com ferocidade. Em pouco tempo, os heróis derrotaram os orcs e rapidamente arrastaram os corpos para a floresta.

Um dos orcs foi deixado vivo para ser interrogado. Kayron, Gaultak e Kristryd deixaram Zanne, Venorik e Arathon com o orc, que estava amarrado a uma árvore. Por um bom tempo, Zanne interrogou o orc e Venorik o manteve intimidado. Por um instante o drow perdeu a paciência e atacou o orc e, quando não havia mais o que descobrir a respeito da horda, o matou.

Os demais chegaram e Zanne se adiantou para dizer que a horda estava avançando para o castelo de Dassanter, para onde os sobreviventes do vale poderiam ter fugido depois do ataque. O grupo decidiu então atravessar o rio e viajar rapidamente até o castelo do conde. Venorik usou a bolsa mágica em poder de Kristryd e uma parte do rio ficou congelada, criando uma passagem segura para eles. Kayron e os outros foram para a outra margem e ficaram escondidos num pequeno bosque enquanto Venorik roubava alguns cavalos no estábulo da aldeia. Logo os heróis cavalgavam sob o luar, em direção ao castelo, correndo contra o tempo. Atrás deles, o acampamento da horda ardia graças aos incêndios provocados por Venorik.

Ao chegarem ao castelo de Dassanter, os heróis foram recebidos pelos sobreviventes de Forja de Ferro e Dassanter. Os muros do pequeno castelo estavam apinhados de pessoas, mantimentos e animais. Os poucos soldados do conde dividiam lugar nas muralhas com os membros das milícias das aldeias e havia medo nos olhos das pessoas. O grupo deixou os cavalos fora da torre e entrou no grande salão do conde que estava com as màos sobre uma grande mesa onde alguns blocos de madeira representavam o castelo e a horda vinda do rio. Ao seu lado, sua esposa observava calada enquanto os aventureiros entravam no salão. Outros dois homens estavam perto do conde. Garrik, o capitão da guarda, olhava fixamente o “mapa”enquanto coçava a longa barba cinzenta. O outro homem era Corbin, o bárbaro que se unira aos heróis na floresta e depois desaparecera. Zanne sorriu e então percebeu a incrível semelhança entre Corbin e o conde Ormin. Eram claramente irmãos de sangue.

Os heróis foram bem recebidos, apesar da preocupação nos rostos do nobre e de seus companheiros. O plano do conde era simples, resistir à horda orc enquanto os refugiados eram evacuados por um antigo túnel sob o castelo, que os levaria em segurança até uma passagem nas montanhas do leste. Ele queria que Gaultak e seus amigos fossem com o povo do vale mas Kayron sugeriu que todos os combatentes fossem ao encontro dos orcs para enfrentar sua vanguarda e assim, alguns soldados poderiam retirar as pessoas do castelo muito antes da chegada da horda.

Depois de muita discussão, o conde Ormin decidiu levar seus homens para o campo de batalha. Eles lutariam contra os orcs e depois recuariam, retornando ao castelo. Kayron assegurou ao conde que ele e seus companheiros iriam à batalha e que Pelor iria ajudá-los.

Antes do amanhecer, um pequeno exército maltrapilho cruzou o portão do castelo. Eram milicianos dos vilarejos, um punhado de arqueiros, alguns soldados e aventureiros contratados. Kayron e Gaultak cavalgavam lado a lado enquanto Arathon Krystrid e Venorik os seguiam. Zanne motava um cavalo castanho e procurava por Corbin entre as parcas colunas de homens do vale. O conde surgiu ao lado de seu irmão, montando um cavalo de batalha branco. Usava uma armadura azul ornamentada e um elmo que lhe dava uma aparência de grandeza. Corbin cavalgava ao seu lado e, ao ver Zanne sorriu sutilmente.

O exército chegou a uma grande colina ao amanhecer. Pelor brilhava atrás deles, surgindo timidamente por entre as montanhas. Abaixo, na planície, uma enorme mancha negra avançava para encontrá-los. Os tambores e cornetas dos goblins e orcs soavam amedrontadores e vários homens do vale pensaram em fugir. Porém, o conde avançou adiante das fileiras de arqueiros e levantou sua espada. O que disse não foi ouvido por nenhum dos aventureiros mas os homens do vale gritaram empolgados em resposta. Arqueiros avançaram e dispararam contra a horda, fazendo algumas vítimas. Mais duas saraivadas de flechas caíram sobre os orcs e os urros de dor espalharam-se pelo campo.

Então, o lich surgiu…

A criatura estava sobre uma biga feita de ossos que era puxada por um cavalo morto-vivo. Ao redor do lich, um grupo de orcs avançava e um gigantesco ogro vinha logo atrás. A biga fantasmagórica parou à frente da horda e a gargalhada funesta do lich ouviu-se por todos os lados, fazendo gelar o sangue dos homens do vale.

Corbin apeou e passou à frente dos lanceiros. Levantou seu escudo e sua espada e gritou por sangue. Depois gritou contra os orcs, usando a língua deles. O conde chamou sua cavalaria, pequena mas valorosa e então, um grupo de fazendeiros colocou em ação o plano de Venorik. Quinze ou mais porcos bezuntados de óleo foram levados alguns metros adiante e foram tocados por tochas. Os animais ginchavam desesperados enquanto suas peles queimavam e correram em direção do exército orc. Em segundos, os porcos flamejantes quebraram a primeira linha orc, causando pânico. Corbin urrou e correu, seguido pelos lanceiros do conde. A cavalaria atacou seguindo Ormin e então Gaultak empinou seu cavalo e cavalgou em direção ao lich e seus guardas. Os demais fizeram o mesmo.

Gaultak atacou o grande ogro mas foi derrubado do cavalo com um golpe do mangual triplo empunhado pelo monstro. Kristryd e Arathon avançaram, ficando sempre à frente de Zanne e Kayron. Por um bom tempo, os heróis tiveram dificuldade para vencer os orcs e o ogro, pois o lich atingiu uma área enorme com um feitiço terrível, causando dores terríveis em quem ficasse nas sombras geladas lançadas pela criatura. Venorik corria a pé, atingindo os inimigos com suas adagas mágicas e Kayron usava a luz de Pelor de longe, ainda montado no cavalo. Zanne disparava e cantava uma canção de maldição, que fez com que os inimigos fossem atingidos com mais facilidade por Venorik. Gaultak caiu em vários momentos e por pouco não morreu. Kristryd, no entanto, lutava em meio aos orcs, atingindo-os ferozmente com seu martelo. Venorik conseguiu esgueirar-se atrás do lich e começou a atacá-lo rapidamente, fazendo vários cortes profundos no corpo esquelético do monstro. Um dos cortes destruiu parte do joelho do lich e quando este tentou afastar-se, caiu ruidosamente sobre a relva do campo de batalha.

Gaultak, livre do ogro que quase o havia matado, rugiu como um urso e correu em direção ao lich, mesmo estando bastante ferido. Arathon o seguiu e logo ambos estavam lutando contra a criatura, ao lado de Venorik. Apesar do drow ter causado a maior parte do dano ao inimigo, foi Gaultak, em sua fúria, que cortou a cabeça do monstro.

O crânio escuro do lich caiu rolando pelo chão, gargalhando. Então, os ossos e pertences do monstro viraram pó, deixando os heróis atônitos.

Por ordem de Corbin, os sobreviventes da batalha recuaram colina acima e Venorik gritou chamando os seus amigos. Os heróis e o pequeno exército do conde fugiram de volta ao castelo. O próprio conde, ferido por uma lança, era carregado por um de seus cavaleiros.

Horas depois, os sobreviventes se reuníam no castelo. A horda estava próxima e os refugiados já haviam deixado o lugar. Somente alguns poucos, incluindo a esposa e os dois filhos do conde, ainda estavam perto da entrada do túnel secreto.

Zanne queria ficar e ajudar os arqueiros na muralha mas Kristryd a arrastou sob protestos. Kayron fez uma prece silenciosa a Pelor e, levando um dos filhos do conde no colo entrou no túnel. Era inevitável, Ormin e seu irmão Corbin ficariam ao lado de seus homens, enfrentando os invasores para que o povo pudesse fugir em segurança.

“Não! Nós vamos ajudar! Tem que haver um jeito!”_Gritava Zanne

O conde Ormin olhou triste para os heróis, beijou sua esposa e seus filhos e disse em voz baixa: “Vão. Vão agora.”

Zanne olhava para Corbin e continuava tentando soltar-se de Kristryd.

O conde olhou uma vez mais para os heróis e falou num tom autoritário: “Vão!” Em seguida, quando estava quase fechando a porta de pedra do túnel, foi interrompido por Gaultak.

“Vamos vingar vocês. Vamos voltar e vingar vocês…”_disse o gigante cinzento

Enquanto seguiam pela escuridão do túnel, os heróis puderam ouvir o som de gritos e ordens sendo dadas pelo conde e seu irmão. Os últimos sobreviventes de Dassanter seguiram em silêncio com grande pesar em seus corações. Quando a comitiva saiu do túnel, chegando a um pequeno vale oculto, os sobreviventes se reuniram. Zanne estava enfurecida. Soltou-se de Kristryd, empurrando a amiga e caminhou para longe dos outros. A barda gritou e seu grito ecoou pelas montanhas. Depois caiu de joelhos, esmurrando o chão. Ninguém disse mais nada.

Quinze dias depois, o grande grupo de refugiados, protegido por alguns dos homens do conde e pelos aventureiros, chegou a Kelt. Graças à influência da esposa do conde, os heróis foram recebidos pelo rei Varrim que disse que seus exércitos estavam contendo a horda no vale e que sentia pela morte do conde.

Dias depois, os aventureiros ainda lamentavam a perda de Dassanter e o sacrifício dos irmãos e de seus valorosos soldados.

Gaultak, Arathon e Kristryd decidiram dedicar seu tempo para aprimorar suas habilidades de combate. Venorik, que havia retornado a Kelt, desapareceu no Fosso, o bairro dominado pela escória da cidade, em busca de contatos e tentando manter-se oculto para os muitos inimigos que tinha em Kelt. Kayron tornou-se recluso, passando seus dias nas bibliotecas dos templos e falando aos sacerdotes de Pelor a respeito do templo perdido na Floresta das Aranhas. Zanne, despediu-se de seus amigos e partiu numa longa jornada, prometendo retornar em três meses ou mais. No fim, os heróis acordaram reencontrar-se na cidade em seis meses.

A guerra estava começando no vale de Karmadon, assim como o inverno. E seria um longo e terrível inverno…

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