Crônicas de Raklot

A Horda do Norte

Ao retornarem com as notícias do que viram nas montanhas, os heróis foram recebidos pelo Conde Ormin de Dassanter e outros três nobres. Durante horas os senhores do vale traçaram planos para preparar seu povo em caso de uma possível guerra. Mensageiros foram enviados para o sul e para Portal de Prata, a cidade dos anões.

Quando os nobres deixaram o salão do castelo, o conde falou aos aventureiros que aguardavam pacientemente. Ele pediu que se dirigissem às montanhas para investigar o exército reunido ao norte. O conde ofereceu por volta de duas mil moedas de ouro mas Zanne, a barda, logo tomou a palavra e usando habilmente seu carisma e sua eloqüência e convenceu o conde a fornecer-lhes montarias, mantimentos e um grupo de soldados que ficaria de prontidão para trazer mensagens de volta ao vale. A esposa do conde falou com Zanne depois da audiência e disse que havia tido uma visão onde os aventureiros teriam que passar por debaixo da terra. A jovem barda dividiu essa informação com seus companheiros esperando enconrar respostas mais claras que as enigmáticas palavras da condessa. No dia seguinte, os heróis seguiram para o norte numa pequena comitiva. Perto de Forja de Ferro, os enviados o conde montaram um posto avançado improvisado enquanto Gaultak guiava o grupo pelas trilhas nas montanhas. Depois de várias horas, o grupo encontrou uma trilha larga o suficiente para um bom acampamento. Porém, durante a noite, Venorik percebeu que grandes criaturas se aproximavam na escuridão. Discretamente, o drow acordou seus companheiros mas infelizmente Gaultak estava distante da fogueira preparada por Zanne. Nesse momento, três lobos enormes com presas do tamanho de espadas curtas atacaram o acampamento, comandadas por um enorme gigante da colina, empunhando uma clava e rugindo como um demônio.

O combate foi árduo mas os seis heróis conseguiram derrotar os monstros. No entanto, as montarias, assustadas pelo combate repentino, fugiram. Gaultak decidiu levar o grupo através de uma caverna antiga, evitada pelo seu povo, conhecida como o Dente do Dragão. Ao chegarem lá, os aventureiros encontraram uma caverna que mais se assemelhava à bocarra de um enorme monstro. Buscando coragem em seus corações, os seis entraram na caverna e seguiram pelos túneis obscuros. Enfrentaram aranhas gigantes e geléias ocres e no fim, depois de horas debaixo da terra, como havia previsto a condessa de Dassanter, os aventureiros deixaram as trevas da caverna e surgiram no topo de um penhasco. Era fim de tarde e o sol começava a esconder-se no horizonte. Abaixo deles, numa trila estreita, uma patrulha, indentificada por Gaultak como sendo do clã da Garra Vermelha, um grupo de orcs seguidores de Bane, o deus da conquista. Os heróis se prepararam para emboscar as criaturas que pareciam vir do enorme acampamento num vale mais abaixo. Um acampamento de mais de mil homens.

Depois de preparativos rápidos, os heróis atacaram a patrulha e um combate feroz foi travado á beira de um precipício. No final, vitoriosos, os heróis decidiram esconder os corpos dos orcs e interrogar o único deixado vivo. Zanne utilizou um ritual com a ajuda de Kairon e conseguiu entender e falar a nefasta língua dos orcs para poder questionar o prisioneiro.

O grupo ficou sabendo que esses orcs pretendiam encontrar-se com hobgoblins nas montanhas e depois de esgotarem a fonte de informações, Gaultak decidiu dar uma morte honrosa para o orc. Ele ofereceu-lhe a espada de Arathon e lutou com ele rapidamente, matando-o em poucos golpes de sua espada. Venorik, a pedido do grupo,desceu pela trilha nas montanhas, em direção ao acapamento. Suas incríveis habilidades de furtividade lhe garantiram passagem segura pelas sentinelas orcs. O drow viu centenas de orcs e, num determinado momento, viu uma briga entre um goblin e um enorme orc. O pequeno goblin foi mais do que eficiente em despachar o orc com apenas um golpe, o que deixou Venorik boquiaberto.

O drow conseguiu chegar até uma grande tenda onde viu os generais da horda dicutindo seus planos de batalha. Um orc, líder das várias tribos reunídas ali esbravejava contra o mesmo goblin visto do lado de fora por Venorik. Um enorme dragonborn alado parecia liderar a mesa enquanto um úico humano, vestindo mantos negros e símolos necromânticos sorria malignamente. O humano usou alguma magia e a imagem de uma drow belíssima se formou diante dos olhos de todos. Venorik descobriu muitas coisas em sua corajosa incursão, retornando algumas horas depois até seus amigos, acampados montanha acima.

Depois de ouvirem o relato do drow, os aventureiros decidiram ir até o posto avançado do vale, deixado por eles perto de Forja e Ferro. No caminho, viram um exército hobgoblin avançar para encotrar o acamamento orc. No dia seguinte, os heróis entraram em contato com o posto avançado e em seguida, depois de muito discutir o assunto, rumaram para Portal de Prata, nua tentativa de coseguir a ajuda dos anões pois afinal, em três dias a horda estaria já no vale de Dassanter.

Dois dias de caminha levaram os aventureiros até as enormes portas reluzentes da cidade anã. O portão estava fechado e, pelo conhecimento de Kristryd, isso só poderia significar que os anões estavam isolando-se do mundo exterior para não envolver-se numapossível guerra. O grupo procurou pelas portas secretas dos anões, com a intenção de entrar na cidade e pedir ajuda. Porém, Kristryd adiantou que somente ela poderia entrar, pois a lei anã não permitiamembros de outras raças dentro das muralhas da cidade. Foi então que, seguindo uma pista de Gaultak, os aventureiros se encontraram com uma patrulha orc bem armada e descansada. O combate foi um dos mais difíceis que eles já enfrentaram pois os orcs lutavam coordenadamente e movidos pelo ódio de Grummsh, seu deus de um olho só.

Golpes e mais golpes ressoaram pelas montanhas, até que o grito mortal do último dos orcs se fez ouvir, quando Kristryd esmagou seu peito com seu poderoso martelo. Venorik encontrou uma das portas secretas da cidade mas foi interrompido antes de poder abrí-la, por um grupo de quinze anões extremamente bem equipados. Os heróis dicsutiram com os anões mas apenas Kristryd pôde entrar a cidade. Depois de muito tentar a anã conseguiu marcar uma audiência com o rei dos anões para dois dias depois. Dentro de Portal de Prata, Kristryd viu que os anões estavam enfrentando ataques diários em suas fronteiras subterrâneas. Os ataques vinham de um grande exército drow reforçado por mortos-vivos.

Quando a anã contou ao seu grupo que somente poderia falar com o rei em dois dias, os aventureiros decidiram descer a montanha em direção à Floresta das Aranhas, para enfrentar a horda goblin que eles sabiam estar ali, aguardando as ordens da temível drow que Venorik vira numa imagem mágica dentro da tenda dos líderes da horda.

No fim do dia, os heróis olharam para baixo e viram o belo vale de Dassanter, pacífico e intocado e souberam que o tempo estava contra eles pois logo a enorme horda do norte traria morte e destruição…

Comments

juliocmbaia

I'm sorry, but we no longer support this web browser. Please upgrade your browser or install Chrome or Firefox to enjoy the full functionality of this site.